sexta-feira, 9 de novembro de 2007


ciclo do mosquito


OVO

Os ovos são depositados pela fêmeas acima de meio líquido à superfície da água, ficando aderidos à parede interna dos recipientes. Após a postura tem início o período de incubação, que em condições favoráveis dura 2 a 3 dias, quando estarão prontos para eclodir. A resistência à dessecação aumenta conforme os ovos ficam mais velhos, ou seja, a resistência aumenta quanto mais próximos estiverem do final de desenvolvimento embrionário. Este completo, eles podem se manter viáveis por 6 a 8 meses. A fase de ovo é a de maior resistência de seu biociclo.

LARVA
As larvas são providas de grande mobilidade e têm como função primária o crescimento. Passam a maior pare do tempo alimentando-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água. Não selecionam alimentos, o que facilita a ação dos larvicidas, bem como não toleram elevadas concentrações de matéria orgânica na água. A duração da fase larval, em condições favoráveis de temperatura (25 a 29º C) e de boa oferta de alimentos, é de 5 a 10 dias, podendo se prolongar por algumas semanas em ambiente adequado.

PUPA
A pupa não se alimenta, apenas respira e é dotada de boa mobilidade. Raramente é afetada por ação de larvicida. A duração da fase pupal, em condições favoráveis de temperatura é de 2 dias em média.

ADULTO
Macho e fêmea alimentam-se de néctar e sucos vegetais, sendo que a fêmea depois do acasalamento, necessita de sangue para a maturação dos ovos. Há uma relação direta, nos países tropicais, entre as chuvas e o aumento do número de vetores. A temperatura influi na transmissão da dengue. Raramente ocorre transmissão da dengue em temperaturas abaixo de 16º C. A transmissão ocorre preferencialmente em temperaturas superiores a 20º C. A temperatura ideal para a proliferação do Aedes aegypti estaria em torno de 30 a 32 ºC.

Locais onde ocorre a doença (dengue)!


No Brasil, a erradicação do Aedes aegypti na década de 30, levada a cabo para o controle da febre amarela, fez desaparecer também a dengue. No entanto, em 1981 a doença voltou a atingir a Região Norte (Boa Vista, Roraima). No Rio de Janeiro (Região Sudeste) ocorreram duas grandes epidemias. A primeira em 1986-87, com cerca de 90 mil casos, e segunda em 1990-91, com aproximadamente 100 mil casos confirmados. A partir de 1995, a dengue passou a ser registrada em todas as regiões do país e, em 1998, o número de casos chegou a 570.148. Em 1999 houve uma redução (210 mil casos), seguida de elevação progressiva em 2000 (240 mil casos) e em 2001 (370 mil casos). Nesse último ano, a maioria dos casos (149.207) ocorreu na região Nordeste.

No Estado de São Paulo, em 1990, começa uma grande epidemia na região de Ribeirão Preto, que se disseminou para outras regiões. Em 1995, já haviam 14 municípios envolvidos com a transmissão da dengue.

As primeiras prováveis epidemias de dengue datam do final do século XVIII. Nesta época, a doença era conhecida como "febre quebra-ossos" devido às fortes dores que causava nas juntas. Já durante os séculos XIX e XX, foram registradas diversas epidemias ao redor do mundo atribuídas à dengue:
- Zazibar (1823; 1870),
- Calcutá (1824; 1853; 1871; 1905),
- Antilhas(1827),
- Hong Kong(1901),
- Estados Unidos (1922),
- Austrália (1925-26; 1942),
- Grécia (1927-28),
- Japão (1942-45).

Na década de 50, foi reconhecida e descrita pela primeira vez uma grave manifestação clínica associada à dengue, a febre ou dengue hemorrágica. Não se sabe bem porque, mas a dengue hemorrágica se comportou como uma doença relativamente rara antes da década de 50. Isso pode ter acontecido devido aos fatores de ordem social, como a intensa urbanização e maior intercâmbio entre as diferentes regiões do planeta, que podem ter contribuído para o aumento da incidência da dengue de maneira geral possibilitando o aparecimento de grandes contingentes populacionais com experiências imunológicas com a dengue, fazendo com que assim existisse o risco da dengue hemorrágica.

No Estado de São Paulo, ocorreram em 2002, cerca de 42.000 casos da doença, dos quais 31 de dengue hemorrágica, com 5 óbitos. Graças à intensa mobilização das autoridades e da população, em 2003 esse número foi reduzido para 20.245, dos quais 752 no município de São Paulo. Atualmente temos 490 municípios no Estado infestado com o Aedes aegypti, sendo que em 166 houve transmissão da doença, ou seja os mosquitos estão infectados pelo vírus.

O único modo possível de evitar a introdução de um novo tipo do vírus da dengue é a eliminação dos transmissores. O Aedes aegypti também pode transmitir a febre amarela.


Medidas gerais de prevenção

O melhor método para se combater a dengue é evitando a procriação do mosquito Aedes aegypti, que é feita em ambientes úmidos em água parada, seja ela limpa ou suja.

A fêmea do mosquito deposita os ovos na parede de recipientes (caixas d'água, latas, pneus, cacos de vidro etc.) que contenham água mais ou menos limpa e esses ovos não morrem mesmo que o recipiente fique seco. Não adianta, portanto, apenas substituir a água, mesmo que isso seja feito com freqüência. Desses ovos surgem as larvas, que, depois de algum tempo vivendo na água, vão formar novos mosquitos adultos.

O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas. Para eliminação dos criadouros é importante que sejam adotadas as seguintes medidas:

- Não se deve deixar objetos que possam acumular água expostos à chuva. Os recipientes de água devem ser cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos recipientes. Portanto, o que deve ser feito, em casa, escolas, creches e no trabalho, é:
• substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova;
• utilizar água tratada com água sanitária a 2,5% (40 gotas por litro de água) para regar bromélias, duas vezes por semana*. 40 gotas = 2ml;
• não deixar acumular água nas calhas do telhado;
• não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos (latas, garrafas, cacos de vidro) que possam acumular água;
• acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa;
• tampar cuidadosamente caixas d'água, filtros, barris, tambores, cisternas etc.

Para reduzir a população do mosquito adulto, é feita a aplicação de inseticida através do "fumacê", que deve ser empregado apenas quando está ocorrendo epidemias. O "fumacê" não acaba com os criadouros e precisa ser sempre repetido, o que é indesejável, para matar os mosquitos que vão se formando. Por isso, é importante eliminar os criadouros do mosquito transmissor. Além da dengue, se estará também evitando que a febre amarela, que não ocorre nas cidades brasileiras desde 1942, volte a ser transmitida.

- Medidas eficazes em residências, escolas e locais de trabalho (arquivo em PDF): Clique aqui

- Medidas Individuais de Prevenção
Devem ser adotadas medidas de proteção contra infecções transmitidas por insetos, que são as mesmas empregadas contra a febre amarela e a malária. É importante saber que, embora a transmissão dessas doenças possa ocorrer ao ar livre, o risco maior é no interior de habitações.

Em locais de maior ocorrência dessas doenças, deve-se usar, sempre que possível, calças e camisas de manga comprida, e repelentes contra insetos à base de DEET nas roupas e no corpo, sempre observando a concentração máxima para crianças (10%) e adultos (30%). Pessoas que estiveram em uma área de risco para dengue e que apresentem febre, durante ou após a viagem, devem procurar um Serviço de Saúde.

O que é dengue

É uma doença infecciosa aguda de curta duração, de gravidade variável, causada por um arbovírus, do gênero Flavivírus (sorotipos: 1,2,3 e 4). No Brasil, circulam os tipos 1, 2 e 3. O vírus 3 está presente desde dezembro de 2000 e foi isolado em janeiro de 2001, no Rio de Janeiro.

A dengue é transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti infectado mas também pelo Aedes albopictus. Esses mosquitos picam durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que pica durante a noite.

O Aedes aegypti é principalmente encontrado em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil, pois as condições do meio ambiente favorecem seu o desenvolvimento e proliferação.

As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. A dengue está se expandindo rapidamente, e a grande preocupação é que nos próximos anos a transmissão aumente por todas as áreas tropicais do mundo se medidas eficientes não forem tomadas para a contenção das epidemias.



Modo de transmissão

A transmissão se dá pela picada do mosquito Aedes aegypti que ficou infectado porque picou uma pessoa doente. Esse mosquito infectado, picando uma pessoa sadia, passa o vírus da dengue e esta pessoa fica doente. A doença só acomete a população humana.

Os transmissores de dengue, principalmente o Aedes aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis etc.) em qualquer coleção de água limpa (caixas d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas). As bromélias, que acumulam água na parte central (aquário), também podem servir como criadouros. A transmissão da dengue é mais comum em cidades. Também pode ocorrer em áreas rurais, mas é incomum em locais com altitudes superiores a 1200 metros.

Não há transmissão pelo contato direto de uma pessoa doente para uma pessoa sadia. Também não há transmissão pela água, por alimentos ou por quaisquer objetos. A dengue também não é transmitida de um mosquito para outro. Quem pica é a fêmea e o faz para sugar o sangue. Os mosquitos acasalam 1 ou 2 dias após tornarem-se adultos. A partir daí, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que fornece as proteínas necessárias para o desenvolvimentos dos ovos. As fêmeas têm preferência pelo sangue humano. Elas atacam vorazmente. São ativas durante o dia, podendo picar várias pessoas diferentes, o que explica a rápida explosão das epidemias de dengue.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007



Os sintomas da dengue são:

Os sintomas da dengue são febre alta, dores musculares e nas juntas, dor atrás dos olhos, fortes dores de cabeça, manchas avermelhadas na pele, fraqueza e falta de apetite. Pessoas que apresentam esses sintomas podem estar com dengue.

outros:...

º Cada, 25% apresentam manchas vermelhas em todo o corpo, as chamadas exantemas. Como o vírus se instala também próximo aos vasos, é comum estes inflamarem e ficarem evidentes na pele.


º 50% têm prostração, indisposição.


º
99% dos infectados têm febre, que dura cerca de sete dias. Pode ser branda ou muito alta, dependendo do indivíduo e da força do vírus, da virulência.


º 60% têm dor de cabeça


º 50% têm dor atrás do olho.


Os principais sintomas da dengue clássica são: dores de cabeça e muscular, febre alta, vermelhidão no corpo, aumento das glândulas linfáticas e comprometimento das vias aéreas superiores. Depois de cinco a sete dias, acaba o ciclo do vírus no doente, este melhora e fica imunizado para esse sorotipo que o infectou.

Na dengue hemorrágica, além da febre e das dores de cabeça e muscular, o doente também apresenta hemorragias gastrointestinal, cutânea, gengival e nasal, tontura e queda de pressão. Em razão das hemorragias, este tipo de dengue pode matar.


www.exercito.gov.br/.../2004/dengue/pagina2.htm



Imunopatologia da Dengue
Monócitos circulantes e células dendríticas têm sido considerados como as principais células alvo para a replicação viral do Dengue. Vírus são isolados de monócitos circulantes ou células dendríticas da pele após a infecção humana ,. Os vírus ativam as células alvo, induzindo a liberação de monocinas, derivados do ácido aracdônico, óxido nítrico, etc.. Citocinas pró-inflamatórias, TNF-a e IL-1 e IL-6 têm sido encontradas em pacientes com dengue na Asia , e também no Brasil , e seus níveis circulantes têm correlação com as manifestações hemorrágicas e uma maior incidência de dengue hemorrágico.
Por um lado, citocinas produzidas e secretadas por macrófagos ativados desempenham um papel importante no mecanismo de defesa contra infecções virais, inibindo a replicação viral direta ou indiretamente, entre elas, IFN, TNF-
a
, IL-1b . Por outro lado, o TNF-a induz IFN-g e outras citocinas, aumentando inflamação, fagocitose e atividade T citotóxica. TNF-a, IL-1b e H2O2 e outros mediadores inflamatórios agem sobre as células endoteliais, aumentando a expressão de várias moléculas de adesão tais como ICAM-1,VCAM-1, E- e P-selectina, essenciais para iniciar o processo de extravasamento plasmático, que por sua vez é fundamental para a gravidade da doença.
Estudos epidemiológicos relacionam a introdução de um segundo sorotipo numa região com o aparecimento de DHF . No Brasil, os primeiros casos de DHF ocorreram simultaneamente à introdução de Dengue-2 em 1990, época em que o Dengue-1 já circulava há 4 anos. Estatisticamente há uma maior percentagem de casos graves em pacientes infectados pela segunda vez, embora haja descrições de casos graves hemorrágicos e encefalites em infecções comprovadamente primárias. No Brasil observa-se uma incidência cada vez maior de manifestações clínicas graves, a medida que aumenta o número de pessoas que já tiveram uma infecção prévia, havendo uma maior freqüência de pacientes com plaquetopenia, elevação de transaminases, hemorragias periféricas e hipotensão do que nas epidemias iniciais. Postula-se assim, que os mecanismos induzidos pela resposta heteróloga secundária deva ter um papel importante na gravidade ou exacerbação da doença.


Não passe vergonha... Passe exemplos
Tome estas atitudes!!


Vasos de flores ou plantas:

Mantenha sempre seca as vasilhas sob os vasos que recolhem o excesso de água.Uma boa solução para isso é enchê-las com areia.

Pneus velhos:

Jogue fora os pneus velhos e faça pequenos furos para que não acumulem agua.Se precisar guardar, mantenha-os em lugar fechado ou coberto com lona bem esticada por cima.

Caixas de água:

Lave periodicamente com água sanitária, escove o fundo e mantenha a tampa fechada.

Lixo:

Mantenha sua casa limpa e o lixo sempre bem tampado. Nunca jogue lixo em terrenos baldios nem nas vias públicas. Se você precisar guardar o lixo reciclado, mantenha-o em lugar coberto.

Depósitos de água:

Se você coleta água por qualquer motivo, stale telas nestes recipientes e mantenha-os limpos e tampados.

Piscinas:

Vigie sempre o nível de cloro da água das piscinas, obedecendo aos padrões técnicos adequados!
....

Existem esses e milhares de outros cuidados que devemos ter para que a dengue fique bem longe! Basta ter atitude.

Prefeitura faz mutirão contra a dengue em Corumbá

A Prefeitura de Corumbá está envolvendo toda a comunidade na luta contra a dengue. Além da ação em parceria com as imobiliárias, que acontecerá sempre aos sábados, o setor de saúde pública está unindo forças com alunos da rede pública e particular de ensino, para a realização de um trabalho de eliminação dos focos de mosquito, em especial o aedes aegypti, e também uma campanha educativa, no sentido de orientar a população sobre os riscos da doença.
Será um grande mutirão de limpeza que começa na segunda-feira (29), às 8h, na região central de Corumbá. Estarão envolvidos no trabalho os agentes de endemias, agentes comunitários de saúde da família da região central, alunos da escola João Leite de Barros e servidores da Secretaria Executiva de Infra-Estrutura e Habitação, que, com um caminhão, serão responsáveis pela coleta de todo entulho retirado dos quintais das residências.
"Vamos começar pelo centro da cidade, que foi a região com alto índice de infestação de mosquito. Durante três dias, todos estarão visitando as casas, eliminando focos do mosquito, aplicando larvecida e orientando a população sobre como ela deve agir para evitar os focos", disse o secretário-executivo de Saúde Pública, Antônio Juliano de Barros.
A ação será coordenada pelo Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), que realizou o Liraa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti) e tem o diagnóstico da situação, inclusive os principais pontos a atacar. "Será um trabalho de casa em casa. Nossa preocupação é acabar com os focos e eliminar as larvas. Até terrenos baldios serão fiscalizados", disse Juliano.
Segundo ele, os proprietários de terrenos serão intimados a fazer a limpeza dos mesmos em um prazo de cinco dias. Quem descumprir a determinação será acionado pela Prefeitura, correndo riscos inclusive de sanções. "Existem mecanismos jurídicos que serão aplicados", assegurou.
O trabalho no centro deverá ser realizado em três dias. Se necessário, a Prefeitura prolongará a ação. Outra informação é que, no dia 31, alunos do Colégio Objetivo também se engajarão à força tarefa, auxiliando os trabalhos.
"Isto é muito bom. Os alunos são multiplicadores de opinião e, com certeza, vão nos ajudar bastante no combate à dengue", disse Juliano. Segundo ele, a mesma estratégia será adotada nas demais regiões da cidade. "Vamos conclamar a população a estar junto com a Prefeitura neste mutirão e, em cada bairro, com certeza, os alunos serão nossos aliados", completou.


http://www.corumba.ms.gov.br